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O Destino de Krisna: Você decide!


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491 respostas neste tópico

#481
Krisna

Krisna

Enviei o livro conforme havia prometido a Spectulus e segui para Thais, ainda precisava ser abençoada lá. Coração bateu acelerado quando vi a silhueta da torre de pedra que se destacava em meio ao campo. Finalmente!!!

 

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Sentindo-me novamente protegida, era hora de retornar a Yalahar. Por sorte, um navio estava zarpando. Foi uma viagem tranquila, aproveitei para descansar e pensar no que fazer. Precisava terminar aquela missão mas..... poxa vida... eram muitas aranhas....

 

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Em Yalahar, fiquei apreensiva... seria um pressentimento? As ausências continuavam... as vezes nem me percebia fazendo parte do mundo a minha volta.

 

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Respirei fundo e segui para o distrito do cemitério. Hoje pude ver com mais calma construção central, sabia que nos andares haviam aranhas... não podia... não queria ir até lá... mas, e nas alas? Segui para a escada que dava acesso a ala da direita.

 

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O campo com grama baixa e bem podada parecia ser tranquilo e poderia haver alguma pessoa ali cuidando de tudo aquilo e disposta a me ajudar. A primeira vista não parecia que havia nenhuma construção que pudesse conter a cerâmica especial que eu procurava. Contudo, o jardim se estendia rumo ao norte, acompanhando toda a construção e, era possível ver que se abria em uma área mais ampla por trás dela. Animada segui naquela direção.

 

Minha animação não durou muito tempo... se movendo rápido e rente ao solo uma estranha criatura veio em minha direção. Não sabia como descrevê-la... parecia de um pesadelo... de um dos piores pesadelos... suas patas dianteiras eram como afiadas foices. E, aquelas laminas cortavam a vegetação em seu caminho (havia descoberto quem cuidava do jardim) com a mesma facilidade que uma faca quente divide uma barra de manteiga... não queria meu sangue nelas... subi correndo as escadas...

 

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É... definitivamente, não teria como seguir por ali... quem sabe a ala oeste? Me dirigi para lá e, desde a escada de acesso, pude ver que o local era diferente da quadra leste...haviam pequenas construções...em se tratando de um cemitério, acredito que sejam jazigos... famílias com melhores condições deveriam enterrar seus mortos ali... Sim! Poderia ser ali o local que abrigava o tal azulejo...

 

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Assim que desci, apareceram zumbis de todos os lados... aos poucos não ofereciam perigo mas aos montes... aff... não tinha lanças para tantos e, precisava terminar aquela missão... um dos jazigos estava aberto e havia uma escada... pensei em me abrigar ali...

 

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Em um primeiro momento, o escuro me transmitiu segurança... mas, essa durou muito pouco...da penumbra um forte grito ressoava como uma canção demoníaca ... era como se meu cérebro estivesse sendo perfurado... OMG! O que era aquilo?????

 

 

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Não tinha como ver  nem entender o que estava acontecendo... Lembrei-me que entro da mochila havia deixado um presente que recebera há algum tempo... uma flor verde mágica...peguei aquele objeto que mais parecia uma estrela e pendurei do lado de fora. Os poucos metros quadrados de luz que emitia foi suficiente para perceber que minha situação não era boa...

 

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Por Chyll! Aquele canto maldito estava me enlouquecendo... precisava sair dali... conjurei a magia divina que me fora confiada e subi correndo as escadas.

 

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Mais uma vez, minha tentativa de encontrar a cerâmica especial havia fracassado... agora só me restava duas opções... me preparar e arriscar o desconhecido ou... argh... aranhas...

 

 

Continua...



#482
Krisna

Krisna

Pensei em minhas possibilidades e, por mais que aranhas me dessem calafrios na espinha e o pavor tomasse conta de todo meu corpo paralisando minhas decisões, enfrentar aqueles demônios de oito patas parecia o mais prudente a ser feito... ao menos sabia o que estava prestes a enfrentar... Sai do jazigo, respirei fundo e subi as escadas.

 

Lá em cima tarântulas me esperavam. Estavam agitadas, sentiam meu medo e isso atraia cada vez mais delas. Tentei correr entre elas enquanto procurava a cerâmica especial. Estava em um galpão amplo, com apenas algumas colunas e assoalho de madeira... em alguns pontos pó de pedra caia do teto.

 

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Nada naquele andar, era hora de buscar coragem para subir a escada em caracol. Lá em cima, o frio piso de pedra sabão com fileiras ocasionais de mármore preto só não estava mais gelado que a sensação que percorria meu corpo. Eu sabia o que havia ali... aranhas enoooooooormes!!!!

 

Não eram muitas, mas eram espertas e rápidas. Tentei ser discreta para não chamar a atenção delas, mas não deu muito certo. Não demorou muito a ouvir patas apressadas riscando o mármore atrás de mim.

 

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Corri como louca pelo salão.tentando mantê-la afastada e ainda me concentrar para atirar as lanças na direção correta. Demorou um pouco mas consegui matá-la. E, para minha surpresa e alegria, havia uma estranha cerâmica bem no centro!

 

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Passei pelo azulejo, utilizei a esfera e nada aconteceu... a empolgação deu lugar a uma profunda decepção...teria que continuar minha busca e ... enfrentar mais aranhas...

 

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Aquele local não estava me fazendo bem... a adrenalina provocada pelo medo fazia o veneno das aranhas circular mais rápido... estava tendo períodos de ausência e, quando recobrava a consciência, a dor de cabeça era forte em uma amnesia parcial faziam com que eu me desorientasse ...

 

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E, desorientada, a busca nas torres da antiga catedral transformou-se em uma incursão sem fim...A cada ausência me esquecia de onde já tinha procurado e tinha que recomeçar do nada... não sei quanto tempo estava fazendo aquilo...

 

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Mas era enfadonho e não aquentava mais ver as malditas aranhas... As lanças estavam acabando, não havia o menor sinal de outro azulejo por ali mas, realmente, não fazia ideia se já tinha procurado em todos os locais ...não lembrava... eram muitas ausências...

 

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Como era de se esperar, as lanças se acabaram... e não foi em uma situação muito confortável. Uma das aranhas estava me perseguindo e prestes a me encurralar. Não teve outro jeito ... fechei os olhos empurrei aquela coisa nojenta para o lado e sai correndo...

 

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Não sei como cheguei lá em baixo, estava em frangalhos e ainda sentia o efeito do veneno em minha corrente sanguínea. Cansada e sem energia para continuar caí de joelhos diante do altar. Não sabia mais o que fazer...

 

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Passei um tempo ali, não sei bem o que aconteceu, mas acho que Chyll escutou minhas súplicas. Ergui os olhos e, em meio ao lusco-fusco das últimas horas da tarde, percebi que as chamas flamejantes das velas vermelhas.produziam um brilho diferente no fundo  da sala... OMG!!! Um azulejoooooooo!!!

 

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Dessa vez funcionou!!!!!! Estava emocionada e pude sentir lágrimas brotando de meus olhos. Rapidamente consegui toda a energia necessária...

 

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Missão cumprida, agora o grande dilema, para quem entregá-la? Todas as últimas vezes contrariei o Yalahari e, em nosso último encontro ele parecia desconfiado... Se desejasse continuar  ajudando Palimuth precisava agradar Azerus...

 

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#483
Matheuszin

Matheuszin

Mais aguardado que atualização de séries na netflix kkkkkk gz lvl !



#484
Beatrix

Beatrix

Cada vez mais próxima de cumprir todas as missões!!! Eficiência pura!!!

É ótimo ver que, apesar de tudo, você luta contra seus medos e supera os desafios!!!



#485
Rurouni Tinho

Rurouni Tinho

Impossível não sentir na pele os medos da Krisna...

Não agrada o Azerus! Ele é um cara mau!



#486
açoreana

açoreana

Continue com o excelente trabalho.

Ao ler as suas publicações sinto me como se eu é que estivesse no char, espetacular!!!!



#487
MensageirodoCaos

MensageirodoCaos

enfim terminei de ler do inicio até aqui, ufa, fiquei até madrugadas, sensacional.

historia muito fóda, e espero q vc continue, uma dica, faz 500 anos q vc esta com o mesmo outfit, vc até ganhou a do Shamam n ta na hora de mudar?

e a montaria do Kingly Deer n irá fazer? vc poderia fazer a missão dos correios ;)



#488
Georjando

Georjando

Adorei a forma que é relatada a lt, quando tiver tempo pretendo ler tudo



#489
Krisna

Krisna

O tempo as vezes nos prega peças...

 

Aguardem por novidades.... Mais aventuras e atualizações desse período ausente para compartilhar!

 

Espero que continuem ajudando em meu destino!



#490
Krisna

Krisna

Minha intuição estava correta, o ancião Yalahari estava testando meu comprometimento com sua causa. Impressionado com a prontidão com a qual lhe entreguei a esfera mágica carregada com energia espectral, por pouco, Azerus não deixou escapar mais detalhes sobre as verdadeiras intenções de tudo aquilo.


Objetivo alcançado, agora teria que convencer Palimuth de que a decisão tomada era a melhor. Ele certamente não ficaria feliz por não ter liberar as almas mas, em toda guerra a perdas... O que é sacrificar algumas almas diante da possibilidade de conquistar a confiança daquele ancião? Perdi algumas almas mas se descobrisse seus planos... quem sabe não conseguiria impedir um mal maior?




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Espero ter tomado a decisão correta... minha cabeça estava a mil com tudo aquilo mas o Yalahari não me dava tempo para assimilar tudo... ele não parava de falar... quaras??? Área submersa??? WTF???

Ainda atordoada dirigi-me a Palimuth... Apesar de não concordar ele entendeu minha opção de entregar a esfera para Azerus Ufa! Na verdade, ele não rendeu muito o assunto. Quando mencionei a respeito da intenção de matar os lideres quaras ele pareceu preocupado...
 

 


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Em dúvida sobre o que fazer e temendo esse novo desafio, deixei oi edifício onde estava Palimuth sem direção certa. Olhava para o leste, em direção a parte submersa da cidade, contemplando o horizonte quando uma movimentação no porto chamou minha atenção, Ultima chamada para o navio que estava partindo para Port Hope.


Decidi dar um tempo de Yalahar e retornar a floresta... Angus ainda queria minha ajuda com algumas explorações e, provavelmente, alguém da Explorer Society poderia ter informações sobre os tais quaras... E, também queria me encontrar com Grizzly Adams... ele sabia do meu medo por aranhas e certamente se divertiria muito com minhas últimas aventuras...



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Como sempre, Angus era receptivo quando queria algo de mim... e, não tratou de me enviar a mais uma missão dessa vez a Edron... em um local subterrâneo que, ao que parece, fora construído por uma antiga seita... Me animava a ideia de conhecer locais novos, aceitei prontamente!


Mas, mal sabia eu que a selva me pregaria uma peça... por mais que tivesse passado as últimas semanas tendo que lidar com aranhas gigantes não havia nada que me fizesse me acostumar com elas... definitivamente, aranhas não tinham que existir, nem as grandes nem as pequenas. E aqueles demônios de oito patas pareciam me perseguir... tantas criaturas para encontrar na selva e advinha o que me aparecia? Aff...



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Meu reflexo imediato foi correr para me livrar delas, foi quando sem perceber estava em uma parte mais densa da vegetação. Ainda tentando despista-las, vi entre as folhas o que pareciam ruínas de um templo abandonado. Perfeito!!!


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As pedras acinzentadas cobertas de musgo e resistindo sinais da erosão continham detalhes entalhados que eu já vira antes, contudo não me detive em olhar entre os arbustos no chão percebi uma escada. Imaginei ser minha salvação, desci sem nem pensar duas vezes... foi meu maior engano...
 


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Aranhas de todos os tipos surgiam da escuridão, aquelas patas peludas me davam calafrios cada vez que sentia-as próximas a minha pele. Estava paralisada pelo medo, não adiantava lutar, eram muuuuitaaaasssssss.... Roguei a Chyll, fechei os olhos e entreguei meu destino a Palmito
 


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Mas, antes não tivesse feito... Palmito não conheci a selva tão bem quanto Azeitona... Na verdade ao invés de me usar seus instintos e me tirar dali ele acabou entrando mais fundo ainda nas galerias. Era um leão acostumado com catacumbas e, para meu azar, seu impulso foi abrigar-se nas salas mais profundas.

 


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Assim, novamente estava as voltas com aranhas gigantes. Palmito parecia ressentido, percebera meu pavor, mas não havia nada que ele pudesse fazer sozinho, então segurei firme minha lança e fui ajuda-lo na batalha. Apesar do medo, com nós dois combatendo imaginei me livrar mais rápido daquela situação.

 


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A adrenalina circulava freneticamente por todo meu corpo, e seus efeitos combinados a doses de veneno de aranha não me fizeram bem... senti os sentidos me deixando um a um até que tudo a minha volta escureceu



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Sabia o que aquilo significava, la estava eu novamente em Svargrond e a caminho das bênçãos. Ao menos, tinha saído daquele local...



Continua...



#491
Krisna

Krisna

Como era enfadonho seguir incontáveis vezes, e, novamente, a rota para conseguir as bênçãos... Por vezes o pensamento de desistir vagava em minha mente. Contudo, já haviam me alertado que  andar por aquele estranho mundo sem a proteção de suas divindades seria mil vezes pior...

 

Percorria os conhecidos caminhos perdida em pensamentos que mal notei que me encontrara em um local completamente estranho. Tinha certeza de que concluíra a benção da terra e do fogo e tinha tomado a embarcação para Cormaya a fim de visitar Eremo mas... onde é que fui parar??? Há 3 anos nessa jornada... como ainda seria capaz de errar aquele maldito caminho?...

 

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Estava em uma espécie de salão escavado em rochas...coisas de anão, pensei... Estava certa, não sem demora avistei um anão-guarda. Ele parecia eufórico com minha presença ali. Seu nome era Ongulf e, na verdade, ele era o líder de uma expedição.

 

Ele contou que os recursos ao redor de Kazordoon estavam escassos. Bem na verdade eu acho que ele quis dizer que recursos do subsolo, pois ao que me lembre aquela cidade de anões era infinitamente subterrânea... Enfim, eles tinham de alguma forma aprimorado o sistema de transporte subterrâneo e estavam a procura de novas regiões para explorar. E, nessa busca, chegaram até aquele local, um continente novo e, até aquele momento, aparentemente desconhecido tanto para os anões quanto para os humanos.

 

Bem, minha curiosidade fazia com que eu não prestasse muita atenção no que a pequena criatura estava falando. Mas, enquanto olhava aquele imenso salão e o que parecia ser o esboço de um posto comercial avençado o que consegui entender é que os anões estavam interessados nos minérios raros que haviam ali e, por isso, iniciaram o projeto Far Mine – mina distante.

 

Como era de se esperar, aquela falação toda não era só para enaltecer a astúcia dos anões, ( o ego deles, certamente, era inversamente proporcional ao tamanho)... Não tardou muito descobri as verdadeiras intenções por trás a animação ao me ver. Ele queria ajuda, aquele projeto seria muito dispendioso precisaria de recursos, apoio politico e também pessoas dispostas a explorar o local e conseguir esses contatos... Afinal, os anões não podiam deixar a extração nas minhas para fazer essas coisas...

 

Pois bem, já que estava ali e realmente curiosa pra conhecer mais aquele local aceitei ajudar. Ongulf precisava que alguém desbravasse o exterior da montanha a procura de uma rota segura para o continente em si. Claro, seria mais barato tirar recursos para subsistência daquele lugar do que indo e vindo com os barcos – pensei.

 

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E assim, lá estava eu, subindo em direção ao cume da montanha em uma engenhoca construída pelos anões... Isso tenho que admitir, como são engenhosos pra fabricar esses anteparos... Andei um pouco pela montanha, deserta... em um certo ponto o caminho parecia não ter saída, me lembrei de uma das primeira magias que aprendi a dominar e após mentalizar as palavras magias estava eu um patamar a cima.

 

Continuei andando, alguns frisos nas rochas pareciam degraus, será que foram esculpidos propositalmente? Se sim, teriam sido feitos pelos os anões ou alguma outra criatura? Pensava enquanto andava e novamente outro beco sem saída: Exani hur down! E estava em baixo... Segui em minha exploração e encontrei o nível do mar!!!

 

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Parecia estar em uma estepe, vegetação seca e rala... senti uma hostilidade no ar... temi por aranhas... temi mais ainda pois me lembrei que estava sem as bênçãos... não seria prudente me aventurar por terras desconhecidas sem a proteção dos deuses... Por mais que meu impulso fosse continuar... resisti a ele e retornei.

 

Ongulf escutou meu relato com atenção, mas pude notar que algo em seu olhar indicava que ele já sabia o que havia nos arredores. Estaria me testando? Estaria se certificando que eu daria conta do que estava por vir?

 

De qualquer forma, ele precisava de mais madeira e mão de obra e para isso seria necessário ir ao velho continente. Aceitei ajuda-lo e assim garantir minha passagem de volta... mesmo pagando por ela...

 

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Após alguns dias de viagem pelos rios subterrâneos foi bom estar de volta a Kazordoon, subi rapidamente para a superfície para renovar o ar em meus pulmões. Próximo as minas, encontrei Melfar, como todo anão, sempre rabugento... Informei a ele as necessidades de Ongulf nas “far mines” ele pareceu surpreso com o fato deu ter chegado até lá.

 

Conversamos um pouco, mas, ele não poderia ajudar... poderia até ceder alguns “homens” para ajudar  Ongulf mas todos estavam ocupados de mais para cortarem madeira. Fiquei um pouco desapontada em não conseguir plenamente a ajuda, o anão percebeu, coçou a barba e me contou um habito estranho dos anões.

 

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Segundo Melfar esquilos gigantes habitavam aqueles campos eram grandes o suficiente para derrubarem as árvores e os anões se divertiam tentando monta-los como se fossem uma espécie de rodeio. Ele me passou um liquido capaz de servir de isca para esses roedores e me orientou a usa-lo para marcar algumas árvores, se houvesse esquilos por perto, eles apareceriam e derrubariam as arvores, assim, quando tivessem tempo os anões poderiam apenas recolher a madeira que estava no chão...

 

Confesso que nunca imaginei que anões fossem tão preguiçosos... bem, já que estava lá mesmo... fui atrás dos esquilos... Tenho que confessar que foi uma aventura divertida... nunca pesei que esquilos fossem tão nervosos nem tão rápidos. Só tive problemas em uma das árvores.  Ela estava no território e lobos e eles não gostaram muito do cheiro da isca de esquilo sobre suas próprias marcas...

 

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Retornei a Melfar que me deixou no vácuo... sua resposta foi um “quando der enviarei a ajuda”. Não foi o que eu esperava... Será que Ongulf entenderia? Haveria a possibilidade dele pensar que eu não me empenhei em ajuda-lo? Anões podem ser perigosos quando ficam com raiva... temerosa, retornei ao novo continente.

 

Durante toda viagem não pude deixar de pensar em anões montando esquilos como se fossem touros bravos ou mesmo cavalos selvagens... sempre que penso nisso começo a rir... Dias depois, chegando em Farmine não pude deixar de notar que os anões haviam progredido um pouco mais na estruturação daquele local. Cidades de anões, apesar de subterrâneas são sempre esplendorosas e com aquele local não parecia ser diferente.

 

Expliquei a Ongulf que a ajuda não seria imediata, mas que chegaria. Para minha surpresa, ele não pareceu se importar com a demora, estava mais preocupado com algo que reforçou minha impressão anterior. Ele sabe que há algo lá fora!

 

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Segundo Ongulf seus vigias encontraram invasores e os perseguiram a noite pela montanha mas eles conseguiram despistar os guardas. Aquela historia aguçou minha curiosidade e decidi explorar a montanha em busca dos tais invasores.

 

De fato, eu sabia como descer a montanha, mas ainda não havia indícios de como alcançar os patamares mais altos e, a possibilidade de haver algo escondido lá em cima era real. Sem pensar muito lá estava eu explorando, novamente a montanha.

 

Olhava com atenção cada eminência, cada desnível e ponta de pedra na esperança de haver um ponto para ancorar uma corda ou mesmo usar de magia... Nada além dos que eu já conhecia...

 

Já pensava em retornar quando um detalhe do que Ongulf contara me veio a mente... “as sombras sumiram próximas a uma trepadeira”...Eu havia visto uma planta assim! Corri para o local... A erva se trançava como uma rede e sim, seria perfeitamente possível subir por ela, então tudo começou a fazer sentido...

 

As pernas dos anões eram curtas para conseguir alcançar a primeira alça mas para mim estavam facilmente a altura. Bem, uma coisa era certa, seja la o que estiver lá em cima, é mais alto que um anão e tem mãos para conseguir se erguer e escalar aquela escada de cipós...

 

Ao final da escada natural, uma pequena e sinuosa trilha atraia minha vontade. Segui por ela e apenas ao me deparar com o que parecia um conjunto de cavernas a realidade na qual me encontrava tomou meu consciente e gelei.  Estava diante de um desafio desconhecido, sem bênçãos e o pior sem lanças!!!!

 

Roguei a Chyll para me proteger e para que, seja lá o que encontrasse, fosse pacífico e/ou lento o suficiente para permitir que eu escapasse ilesa. E, claro também pedi para não encontrar aranhas ...

 

A medida que prosseguiam mesmo receosa, percebi que naquele conjunto de cavernas havia uma certa organização, como se fosse um tipo de civilização. Notei que vultos sumiam das minhas vistas como que açúcar se dissipando em água. Bem, ao menos, seja lá o que forem, estava com mais medo de mim do que eu deles...

 

E, algumas vezes, ouvia perdidos no vento, sons que pareciam conversas mas que eu não conseguia entender a linguagem. Andando mais um pouco me vi diante de uma caverna maior, la dentro, um homem, se é que posso chamar assim...

 

Suas vestimentas lembravam as dos meus amigos bárbaros de Svargrond, mas seus  traços físicos e feições eram mais rudimentares e grotescos. Ele me olhava com curiosidade e arriscou contato comigo em meu idioma.

 

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Ainda que em uma linguagem bastante primitiva, consegui entende-lo. Ele se chamava Lazaran, era uma espécie de líder ali. Ele e seu povo estavam assustados com tanto movimento na montanha mas queriam paz, ele queria proteger seu povo e não desejava comflito com os “homens pequenos”.

 

Fiquei aliviada... também não desejava conflito algum ainda mais nas condições que estava... Ele me estendeu o que parecia um cachimbo e fez sinal para que eu tregasse seja lá o que estivesse sendo queimado ali...

 

Aceite puxar um...., bateu rápido... tudo girou...

 

Continua...



#492
Beatrix

Beatrix

Saudações, nobre paladina!!!

Fico feliz em ver que está retomando sua história!!!

Nossa pequena Vila Scapula não é nada sem as gloriosas canções sobre suas aventuras!!!